iFood Pago: o crédito mais barato pode ser a armadilha mais cara

A taxa do iFood Pago é real e atrativa — menor que a de muitos bancos. O problema não está na taxa. Está no que vem embutido no contrato que ninguém assina, mas todo mundo paga.

A taxa do iFood Pago é real e atrativa — menor que a de muitos bancos. O problema não está na taxa. Está no que vem embutido no contrato que ninguém assina, mas todo mundo paga.

Com o iFood cobrando entre 12% e 27% por pedido e 66% dos restaurantes operando sem margem positiva no delivery, migrar para canal próprio virou pauta obrigatória. Mas a conta é mais complexa do que parece — e o ponto de equilíbrio depende de variáveis que a maioria dos lojistas ignora.

A regulamentação dos entregadores por aplicativo foi sancionada e o setor tem até 12 meses para se adequar. Para o lojista, a conta chega antes — em forma de comissões maiores e taxas mais altas. Veja o que esperar e como se preparar.

A aprovação da fusão entre iFood e Rappi pelo CADE veio com 12 condições que mexem direto no bolso de quem vende delivery. Teto de comissões, fim da exclusividade e uma janela de 36 meses podem ser a maior oportunidade para diversificar canais desde o início do delivery digital no Brasil.

A nova taxa anunciada (e depois retirada) pelo iFood mostra um padrão que todo lojista de delivery precisa entender. Analisamos o impacto no P&L de um restaurante médio e por que diversificar canais virou questão de sobrevivência.

Um restaurante que fatura R$ 80 mil/mês em delivery paga até R$ 21.600 só de comissão para as plataformas. Fizemos a conta por faixa de faturamento e mostramos quanto dá para recuperar diversificando 35% dos pedidos.