O que a série histórica do IBGE revela
A POF é a fotografia mais completa do consumo das famílias brasileiras. E quando se olha para a sequência de levantamentos, o padrão é inconfundível:
- POF 2002-2003: 24,1% da despesa alimentar fora do domicílio
- POF 2008-2009: 31,1%
- POF 2017-2018: 33,1%
- POF 2024-2025 (em campo): série indica continuidade da tendência, com projeções setoriais apontando para patamar acima de 35%
São 9 pontos percentuais de crescimento em 15 anos, uma média de +0,6 p.p. ao ano. Três vetores explicam esse movimento: urbanização acelerada, incorporação massiva da mulher ao mercado de trabalho e — o mais recente e poderoso — a digitalização do consumo. Em mercados maduros, o número já é maior: nos Estados Unidos, segundo o USDA, a alimentação fora do lar representa 54% do gasto alimentar; no Reino Unido, 48%. O Brasil está em rota clara de convergência.
O delivery como acelerador estrutural
Se até 2018 "comer fora" exigia deslocamento, a partir de 2019 o delivery colapsou essa fricção. Entre 2019 e 2023, o volume de pedidos por aplicativo no Brasil cresceu 187%, segundo o Relatório de Impacto do iFood — ritmo superior ao dos Estados Unidos no mesmo período (138%, conforme Statista). O setor de delivery brasileiro movimentou R$ 57,9 bilhões em 2023 (ABComm/NielsenIQ), e a comida representou cerca de 65% desse volume, conforme estimativas da Abrasel.
Os números de comportamento confirmam que o canal deixou de ser ocasional:
- 45% dos brasileiros pediram comida por aplicativo pelo menos uma vez por semana em 2023 (NielsenIQ)
- A frequência média entre usuários habituais é de 2,3 pedidos por semana
- O ticket médio nacional está em R$ 62,40 — alta de 34% sobre 2020
- O Brasil já tem cerca de 83 milhões de usuários de apps de delivery (Statista)
Em outras palavras: a expansão da alimentação fora do lar e a expansão do delivery são, na prática, a mesma história. Quem tem operação digital bem posicionada está capturando o crescimento estrutural do consumo brasileiro.
A contradição que ninguém te conta
Aqui é onde a notícia boa começa a ficar desconfortável para o lojista. Porque enquanto o mercado cresce a dois dígitos, a margem do restaurante que opera nas grandes plataformas vai na direção oposta.
Segundo pesquisa da Abrasel sobre plataformas digitais, a comissão média cobrada pelos grandes apps de delivery está entre 23% e 30% por pedido. E 71% dos restaurantes que aderiram a essas plataformas relataram redução de margem após a adesão. Na prática, para cada R$ 100 vendidos, o lojista retém entre R$ 70 e R$ 77 — antes de pagar insumos, mão de obra, aluguel e impostos.
Faça a conta para o seu caixa: um restaurante que fatura R$ 50 mil/mês em delivery repassa entre R$ 11.500 e R$ 15.000 todo mês para a plataforma. Em um ano, são R$ 138 mil a R$ 180 mil deixados pelo caminho. Esse é o valor que separa o restaurante que cresce com o setor do restaurante que apenas alimenta a plataforma que o intermedia.
Some a isso outro dado relevante: 78% dos consumidores consideram a taxa de entrega o principal fator de abandono de carrinho, segundo pesquisa da Delivery Much com a Opinion Box. Ou seja, o repasse da comissão para o cliente final — via aumento de preço ou de taxa — corrói também a conversão.
O que isso significa para o seu negócio
A leitura combinada dos dados aponta três movimentos práticos que todo lojista deveria considerar para 2026:
1. O canal digital deixou de ser opcional. Com 1/3 do orçamento alimentar indo para fora do lar e o delivery sendo o vetor dominante dessa fatia, ficar de fora não é mais uma escolha estratégica — é abrir mão de receita. Mas estar presente em qualquer plataforma, a qualquer custo, também não é a resposta.
2. A pergunta certa é sobre margem, não sobre alcance. Plataformas grandes oferecem volume. Mas se 27% de cada pedido vai embora em comissão, o crescimento de faturamento pode coexistir com queda de lucro. O lojista precisa avaliar o GMV (volume bruto) e o que efetivamente entra no caixa.
3. Diversificar a presença é defesa, não ousadia. Operar em mais de uma plataforma — especialmente combinando uma de alcance com outra de margem preservada — é a forma mais simples de capturar o crescimento do setor sem ficar refém da equação de comissão de um único parceiro.
Onde o Trend SuperApp se posiciona
Os dados deste artigo desenham o mercado em que o Trend SuperApp opera — e por que o modelo foi desenhado da forma como foi.
Com 0% de comissão por pedido e repasse D0 (o dinheiro cai no mesmo dia da venda), a equação se inverte: o crescimento do delivery passa a ser boa notícia também para o lojista, não apenas para a plataforma. Para um restaurante que fatura R$ 30 mil/mês em delivery, a diferença entre 0% e 27% de comissão representa R$ 8.100/mês mantidos no caixa — R$ 97.200 ao ano. Esse valor cobre uma reforma, uma contratação, um novo equipamento ou simplesmente uma margem de respiro que o modelo tradicional não permite.
Hoje, com mais de 300 mil clientes ativos e mais de 100 lojistas parceiros, o Trend opera em escala suficiente para entregar alcance — sem cobrar o pedágio que corrói a operação. Num mercado em que a alimentação fora do lar é tendência estrutural e o delivery é o canal dominante, a pergunta para o lojista não é mais se vai estar no delivery. É em qual plataforma essa presença vai gerar lucro.
Cadastre sua loja no Trend SuperApp e venda com 0% de comissão. O crescimento do mercado é o mesmo — quem fica com ele é que muda.
