O setor de delivery de alimentos no Brasil fechou 2025 com crescimento de 18% em relação ao ano anterior, atingindo um volume de pedidos que movimentou R$ 72 bilhões, segundo dados da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). O número consolida o país como o segundo maior mercado de delivery da América Latina.
O que está puxando o crescimento
Três fatores explicam a aceleração: a penetração do smartphone nas classes C e D, a expansão da infraestrutura logística para cidades com menos de 100 mil habitantes, e a diversificação do cardápio além de comida pronta — mercados, farmácias e adegas respondem hoje por 31% dos pedidos de delivery no Brasil.
O problema da margem
Crescimento de volume não significa crescimento de lucro para o lojista. As principais plataformas cobram entre 25% e 30% de comissão por pedido — o que significa que, num pedido de R$ 60, o lojista entrega R$ 16 a R$ 18 para a plataforma antes de pagar qualquer outro custo. O resultado: lojistas crescem em receita bruta, mas encolhem em margem líquida.
O que o lojista pode fazer agora
- Diversificar plataformas: concentrar 100% dos pedidos em uma só plataforma aumenta o risco de bloqueio e dependência de algoritmo.
- Criar canal próprio: link direto da loja via marketplace próprio elimina a intermediação para clientes fidelizados.
- Monitorar ticket médio: crescer volume com ticket médio baixo piora a margem. Foco em itens de maior valor agregado.
