Marco dos Entregadores: O Que Muda (de Verdade) Para Quem Vende no Delivery

A Lei 15.082/2024 foi festejada por entregadores e debatida pelas plataformas. Mas quem vai pagar a conta é o lojista — e os números mostram que o aperto já começou.

A Lei 15.082/2024 foi festejada por entregadores e debatida pelas plataformas. Mas quem vai pagar a conta é o lojista — e os números mostram que o aperto já começou.

Vender muito e lucrar pouco virou rotina em restaurantes que concentraram a operação em uma única plataforma. A conta não fecha — e a saída não está em sair do iFood, mas em parar de depender dele.

Enquanto o setor debate as taxas das plataformas, uma parcela de restaurantes já está construindo canal direto — com ticket médio 22% maior, LTV 3x superior e margem protegida. O que os dados mostram e como aplicar na sua loja.

Plataformas próprias de delivery cresceram 45% em 2023, com restaurantes economizando até 25% em comissões. Mas a conta nem sempre fecha — entenda o trade-off real entre economia de taxa e custo de aquisição de cliente.

O delivery no Brasil movimenta bilhões e cresce dois dígitos ao ano. Mesmo assim, cada novo pedido no app corrói a margem do restaurante. Este artigo mostra por que — e o que os operadores mais lucrativos já estão fazendo diferente.

A partir de julho, o iFood passa a cobrar comissão de 12% para restaurantes que faturam até R$ 120 mil por ano na plataforma. A medida vem após pressão da Abrasel, ameaça de projeto de lei e a confirmação da chegada da DoorDash ao Brasil. Mas há letras miúdas — e nem todo lojista vai sentir o desconto no bolso.

O iFood ainda domina o delivery no Brasil, mas perdeu 1,5 ponto de market share em 2024. Do outro lado, o Rappi acelera com taxas negociadas e foco em grandes centros. Quem realmente entrega mais resultado para o seu caixa?

A pesquisa Abrasel 2024 revelou: 62% dos restaurantes não conseguem lucrar nas plataformas de delivery, mas continuam usando porque não veem alternativa. Os números explicam o porquê — e mostram a saída.