Quanto você gasta com delivery por mês? A radiografia do consumidor brasileiro em 2025

Pedir comida virou rotina para 62% dos brasileiros — mas o impacto no bolso passa quase invisível. Veja quanto custa esse hábito por faixa etária, classe social e região, e como ele se compara a comer fora ou cozinhar em casa.

Introdução

Você abre o app, escolhe o restaurante, paga a taxa de entrega e pronto: jantar resolvido em 40 minutos. Multiplique isso por algumas vezes na semana, e o cartão chega no fim do mês com uma surpresa que muita gente prefere não somar.

Em 2024, o mercado brasileiro de delivery de alimentos movimentou R$ 59,4 bilhões — e a projeção é ultrapassar R$ 70 bilhões até 2027, segundo o Statista Food Delivery Outlook. Por trás desse número, há uma mudança silenciosa no orçamento das famílias: o delivery deixou de ser uma conveniência ocasional para virar item fixo da despesa mensal.

A pergunta é: quanto isso pesa no seu bolso? E o que esse gasto diz sobre como o brasileiro vem comendo em 2025? Os dados a seguir mostram um retrato detalhado — por geração, renda e região — para você descobrir onde se encaixa nessa radiografia.


O brasileiro pede mais delivery do que você imagina

Segundo a pesquisa Opinion Box de 2023, 62% dos brasileiros pedem delivery ao menos uma vez por semana, e 35% repetem o hábito duas ou mais vezes na mesma semana. A frequência média nacional gira em torno de 6 pedidos por mês por usuário ativo, com ticket médio entre R$ 45 e R$ 62 por pedido, segundo estimativas consolidadas da NielsenIQ e ABComm.

Na prática, isso significa que um consumidor regular gasta entre R$ 400 e R$ 650 por mês apenas com aplicativos de comida. Já quem pede de forma mais ocasional — uma a três vezes ao mês — desembolsa entre R$ 90 e R$ 180.

Para colocar em perspectiva: a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE (2022–2023) mostrou que as famílias brasileiras gastam em média R$ 2.077 por mês com alimentação, e que 34,7% desse valor já vai para refeições fora do domicílio — categoria que inclui delivery, restaurantes e lanches. Em 2017–2018, esse percentual era de 28%. Em pouco mais de cinco anos, o brasileiro mudou de hábito alimentar de forma estrutural.

Geração Z lidera, mas Gen X surpreende

O comportamento varia de forma marcante por faixa etária. A Geração Z (18 a 27 anos) é a que mais pede delivery em proporção à renda — em alguns perfis urbanos, chega a comprometer 12% da renda mensal com aplicativos de comida.

Geração Frequência média Gasto estimado/mês
Gen Z (18–27) 3–4x/semana R$ 350–550
Millennials (28–43) 2–3x/semana R$ 280–480
Gen X (44–59) 1–2x/semana R$ 150–280
Baby Boomers (60+) 2–4x/mês R$ 80–160

Os millennials respondem pelo maior volume absoluto de pedidos, simplesmente por serem a geração mais numerosa economicamente ativa. Mas o crescimento mais expressivo de 2024 veio de uma surpresa: a frequência de pedidos entre consumidores acima de 50 anos cresceu 19%, segundo dados da Abrasel e da imprensa especializada. A geração que mais resistia aos apps começou a aderir.

Não é só a classe A — a classe C virou o motor do delivery

Talvez o dado mais revelador da última década seja este: a classe C, com renda familiar entre R$ 3.048 e R$ 10.160, representa hoje a maior fatia de usuários ativos de delivery em volume absoluto, superando classes A e B somadas.

Classe Renda mensal Gasto delivery/mês % da renda
A Acima de R$ 20.320 R$ 600–1.200+ 3–6%
B R$ 10.160–20.320 R$ 350–700 4–7%
C R$ 3.048–10.160 R$ 150–380 5–10%
D/E Até R$ 3.048 R$ 50–150 4–8%

Entre 2020 e 2024, o número de pedidos feitos por consumidores das classes C e D cresceu 240%, segundo dados públicos da Abrasel e do iFood. A classe A continua gastando mais por pedido, mas a classe C é quem pede com maior frequência relativa à renda. Ou seja: o delivery não é mais luxo — virou linha de orçamento.

O mapa regional mudou em cinco anos

O Sudeste segue líder em volume absoluto, mas o crescimento mais acelerado está em outras regiões. Cidades como Fortaleza, Recife e Salvador entraram no top 10 nacional de pedidos em 2024 — algo que não acontecia em 2020.

Região Ticket médio Crescimento 2023–24
Sudeste R$ 52–65 +11%
Sul R$ 48–60 +13%
Nordeste R$ 38–50 +22%
Centro-Oeste R$ 45–58 +15%
Norte R$ 32–45 +18%

O Nordeste lidera o ritmo de expansão graças à entrada das grandes plataformas em cidades médias. No Norte, a infraestrutura logística ainda é o gargalo — Belém e Manaus têm demanda reprimida considerável.

Vale notar que o ticket médio nacional é fortemente influenciado pelas taxas das grandes plataformas. Apps de delivery com modelo mais enxuto, como o Trend SuperApp, que prioriza restaurantes locais e opera sem as taxas abusivas dos marketplaces tradicionais, têm conseguido oferecer pedidos com ticket médio até 15% menor para o consumidor — porque parte do que você economiza é justamente a taxa que não está sendo embutida no preço.

Delivery x cozinhar em casa: a conta real

Aqui está o ponto que pouca gente faz: cozinhar uma refeição simples em casa — frango, arroz, feijão e salada — custa em média R$ 8 a R$ 14 por pessoa. O equivalente via delivery sai entre R$ 28 e R$ 55, segundo comparativos do DIEESE e veículos especializados em 2024. A diferença direta é de 2,5 a 4 vezes.

Mas o cálculo não termina aí. Para famílias de dupla renda em centros urbanos, o tempo de cozinhar também tem valor. É por isso que, num país onde a inflação alimentícia no domicílio acumulou mais de 60% desde 2019, o delivery — em tese mais caro — continuou ganhando mercado. Ele não compete só com o restaurante; compete com o supermercado.


O que isso significa para o seu bolso

Se você se encaixa no perfil de consumidor regular, há uma boa chance de estar gastando entre R$ 400 e R$ 650 por mês com delivery sem perceber. Isso equivale a uma parcela de carro popular, ou ao orçamento mensal de mercado de uma pessoa solteira.

Três ações práticas para 2025:

  1. Faça a conta real: some os pedidos dos últimos 30 dias no extrato do cartão. O número costuma ser maior do que a estimativa mental.
  2. Compare plataformas: as taxas de entrega e de serviço variam até 40% entre apps. Em apps locais como o Trend SuperApp, o que você paga pelo pedido tende a ser mais próximo do preço real do restaurante.
  3. Defina um teto mensal: tratar o delivery como categoria de orçamento — assim como mercado ou transporte — ajuda a evitar a surpresa do fim do mês.

Conclusão

O delivery virou parte da rotina alimentar do brasileiro, em todas as classes, gerações e regiões. Saber quanto você gasta — e como esse gasto se compara ao da sua faixa — é o primeiro passo para usar o hábito a seu favor, e não o contrário.

Quer pedir comida boa, de restaurantes locais, sem pagar taxas abusivas que inflam o seu ticket? Conheça o Trend SuperApp — o app de delivery que devolve o equilíbrio entre preço justo, restaurantes parceiros e entrega rápida.

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