O tamanho do mercado em números
O Brasil consolidou-se como um dos maiores mercados de food delivery do mundo. Segundo dados do Statista Market Outlook (2024), a receita do segmento de entrega de comida online no país ultrapassou US$ 12 bilhões em 2024, com projeção de crescimento anual composto (CAGR) próximo de 9% até 2028.
Para dimensionar: só o iFood, líder isolado da categoria, registrou quase 2 bilhões de pedidos em 2023 e cresceu novamente em 2024 (iFood News, 2024). A plataforma reúne mais de 340 mil restaurantes parceiros ativos no país — a maioria absoluta composta por pequenos negócios independentes.
Do lado do consumidor, a Abrasel (2024) aponta que cerca de 60% dos brasileiros conectados utilizam apps de delivery ao menos uma vez por mês, com frequência maior nas regiões Sudeste e Nordeste. O ticket médio nacional gira em torno de R$ 55 a R$ 70 por pedido, variando conforme categoria e região.
Por que o mercado continua crescendo em 2025
Três fatores explicam a resiliência do setor mesmo em cenário de inflação alta:
Conveniência virou hábito consolidado. O comportamento adquirido durante a pandemia não recuou. Segundo pesquisa CNDL/SPC Brasil (2024), 7 em cada 10 consumidores que passaram a pedir delivery em 2020-2021 mantêm ou aumentaram a frequência.
Inflação no fora-lar empurra pedidos para casa. O IPCA de alimentação fora do domicílio acumulou alta significativa em 2024, segundo o IBGE — o que torna pedir em casa relativamente mais atrativo do que sair para comer, especialmente em cidades grandes onde estacionamento, deslocamento e tempo entram na conta.
Expansão para além das capitais. O crescimento do delivery em 2024 foi puxado por cidades médias do interior. Abrasel e iFood registraram avanço de dois dígitos em municípios com menos de 500 mil habitantes, enquanto capitais desaceleraram.
O outro lado da conta: quanto o lojista realmente ganha
Aqui está o dado que raramente aparece nas manchetes otimistas. As comissões cobradas pelas grandes plataformas de marketplace no Brasil variam entre 12% e 30% do valor do pedido, dependendo do plano contratado, categoria da loja e serviços adicionais (Abrasel, 2024).
Some a isso:
- Taxa de pagamento (2% a 3,5%)
- Custo de embalagem (5% a 8% do ticket)
- Repasse em D+14 ou D+30 (que compromete o capital de giro)
- Investimento em anúncios dentro da plataforma para aparecer nas primeiras posições
O resultado prático: em muitos restaurantes de pequeno e médio porte, mais de 40% do preço final do prato é consumido antes de comprar o insumo. Não é raro que operações aparentemente lucrativas em volume estejam operando no vermelho por pedido.
Tendências que já são realidade em 2025
Dark kitchens em consolidação. As cozinhas exclusivamente digitais deixaram a fase de hype e viraram operação madura. Cadeias como marcas próprias de grandes grupos e operações multimarcas cresceram fortemente em 2024, especialmente em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Recife.
Diversificação de canais. Lojistas que dependiam de uma única plataforma estão migrando para modelos multicanal: marketplace + canal próprio + WhatsApp + agregadores regionais. A lógica é simples — reduzir dependência e proteger a margem.
Superapps e logística integrada. A tendência mundial de aplicativos que reúnem múltiplos serviços (comida, mercado, farmácia, transporte) chegou ao Brasil com força. Para o lojista, isso significa acesso a bases maiores de usuários por meio de plataformas alternativas ao duopólio tradicional.
Repasse rápido como diferencial competitivo. Plataformas que oferecem repasse em D0 ou D+1 estão ganhando tração entre lojistas descapitalizados — que representam a maioria absoluta do setor.
O que isso significa para o seu negócio
Se você é lojista, os dados acima levam a três conclusões práticas:
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O mercado continua crescendo — mas não em qualquer canal. O crescimento agregado esconde plataformas que estão desacelerando e plataformas que estão acelerando. Diversificar não é mais opcional.
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Comissão de 20-30% não é lei da física. É uma escolha de modelo de negócio de cada plataforma. Existem alternativas no mercado com estruturas de custo mais favoráveis ao lojista, e ignorá-las custa margem todo mês.
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Prazo de repasse afeta seu caixa mais do que você imagina. A diferença entre receber em D0 e receber em D+30 pode ser a diferença entre pagar o fornecedor à vista (com desconto) ou parcelado (com juros).
Conclusão
O delivery no Brasil em 2025 é um mercado maduro, grande e ainda em crescimento — mas também é um mercado onde o lojista precisa fazer contas melhores do que fazia em 2020. Volume não é lucro. Estar em plataforma não é o mesmo que vender bem.
A boa notícia é que as opções aumentaram. Plataformas com 0% de comissão e repasse D0 deixaram de ser promessa e viraram operação real. Se você quer parar de trabalhar para pagar comissão, cadastre sua loja no Trend SuperApp e comece a vender com a conta fechando do seu lado.
