Como o iFood Direct funciona na prática
O iFood Direct é um link personalizado de cardápio que a sua loja gera dentro do painel do iFood e distribui pelos canais que já usa: WhatsApp, Instagram, biolink, QR code na mesa, panfleto. O cliente clica, escolhe os itens, paga por dentro da infraestrutura do iFood (Pix, cartão, vale-refeição) e você recebe o pedido no mesmo Gestor de Pedidos que já usa hoje.
A diferença está na taxa. No marketplace tradicional, o iFood cobra entre 12% e 27% dependendo do plano contratado, segundo dados oficiais divulgados pela Abrasel (2024). Com o Direct, a taxa passa a ser fixa de 12% em cima do valor do pedido, independentemente do seu plano no marketplace. Ou seja: quem está no Plano Entrega (23%) ou no Plano Entrega + Benefícios (27%) tem a maior economia proporcional. Quem já paga 12% no Plano Básico, na prática, mantém a mesma taxa — o Direct passa a fazer sentido pela outra ponta, que é atrair pedidos que hoje entrariam por fora da plataforma.
Vale um ponto importante que o iFood não coloca em destaque: o Direct não inclui entregador do iFood por padrão. Você precisa ter logística própria ou contratar um serviço à parte para levar o pedido até o cliente. O que está incluso é o gateway de pagamento, o antifraude e o cardápio digital.
Quanto uma loja com 300 pedidos/mês economiza — o cálculo
Vamos aos números concretos. Considere uma hamburgueria no Plano Entrega + Benefícios do iFood (27% de comissão), com ticket médio de R$ 60 e 300 pedidos por mês. Faturamento mensal na plataforma: R$ 18.000.
Comissão paga hoje no marketplace:
R$ 18.000 × 27% = R$ 4.860/mês
Agora imagine que essa mesma loja consiga migrar 40% dos pedidos — os clientes recorrentes que já estão no WhatsApp — para o iFood Direct. São 120 pedidos que passam a pagar 12% em vez de 27%.
- 180 pedidos no marketplace: R$ 10.800 × 27% = R$ 2.916
- 120 pedidos no Direct: R$ 7.200 × 12% = R$ 864
- Total pago em comissão: R$ 3.780
Economia mensal: R$ 1.080. Em 12 meses, R$ 12.960 que ficam no caixa do restaurante em vez de virar comissão. Para uma loja com margem operacional apertada — a média do food service brasileiro fica entre 8% e 12%, segundo levantamento da Abrasel (2024) —, isso pode ser a diferença entre o mês fechar no azul ou no vermelho.
E se a migração for mais agressiva? Se 70% dos pedidos vierem pelo Direct, a comissão cai para R$ 2.970/mês. Economia de R$ 1.890 por mês, ou R$ 22.680 por ano.
Quem está elegível e o que muda no seu dia a dia
Segundo comunicados oficiais do iFood e da Abrasel (2025), os critérios de elegibilidade para o Direct a partir de 1º de julho são:
- Ser parceiro ativo do iFood (qualquer plano)
- Estar adimplente com a plataforma
- CNPJ regular
- Aceite dos termos de uso do Direct
Na prática, a ativação é feita dentro do próprio Portal do Parceiro. Você gera o link do seu cardápio Direct, personaliza a URL com o nome da sua loja e passa a divulgar. O primeiro pedido que entra por esse link já é cobrado na nova taxa.
O que muda no dia a dia da operação:
- Você precisa criar o hábito de mandar o link. Quem já vende pelo WhatsApp anotando pedido no papel ou no bloco de notas do celular perde tempo e ganha erro. O link do Direct organiza o pedido, calcula troco, integra com a cozinha.
- A logística é sua. Se você não tem motoboy próprio, precisa contratar. Custo médio de motoboy terceirizado em capitais gira entre R$ 8 e R$ 12 por entrega — o que precisa entrar na conta da sua economia.
- O cliente continua sendo do iFood? Não. Uma das mudanças mais relevantes do Direct é que o cadastro do cliente (nome, telefone, endereço) fica com você. Isso muda o jogo do relacionamento e do remarketing.
O que isso significa para o seu negócio
Se você paga 23% ou 27% no iFood hoje e já tem um volume relevante de pedidos vindos pelo WhatsApp — mesmo que informais — o Direct é uma decisão de caixa quase imediata. Três ações práticas para começar já em julho:
- Levante quantos pedidos por mês você recebe hoje pelo WhatsApp fora do iFood. Esse é o volume mais fácil de migrar para o Direct — clientes já estão te procurando direto.
- Calcule seu ponto de equilíbrio incluindo a logística. Se você não tem entregador próprio, some o custo de motoboy terceirizado ao 12% de comissão. A economia real só existe se a conta fechar depois disso.
- Não abandone o marketplace. O iFood tradicional continua sendo sua vitrine de aquisição de clientes novos. O Direct é para reter e monetizar melhor quem já é seu.
Vale lembrar que o Direct é uma resposta do iFood à pressão do setor por comissões menores — e ao crescimento de alternativas que já operam com 0% de comissão. A concorrência está mudando o jogo, e quem entender rápido o que fazer com cada canal sai na frente.
Conclusão
O iFood Direct não é a solução mágica que resolve o problema das comissões altas no delivery — mas é uma ferramenta real de economia para quem sabe usar. Para uma loja com 300 pedidos por mês no plano de 27%, a economia pode passar de R$ 12 mil por ano. O segredo está em migrar os pedidos certos: recorrentes, do WhatsApp, de clientes que já são seus.
Quer entender como reduzir ainda mais suas comissões e ter repasse no mesmo dia? Cadastre sua loja no Trend SuperApp e venda com 0% de comissão desde o primeiro pedido.
