O cenário da regulamentação: o que mudou (e o que não mudou)
A Lei 15.138/2025 trouxe quatro avanços relevantes para o lojista: transparência obrigatória nas taxas cobradas, proibição de cláusulas de exclusividade, regras claras para cancelamento de pedidos e prazo mínimo de 30 dias para qualquer mudança contratual. Isso já é melhor do que o cenário anterior, em que reajustes podiam ser comunicados de um dia para o outro.
O que não mudou é o que pesa mais no bolso: o valor da comissão. Segundo dados levantados pela Abrasel e publicados em seu site oficial, o iFood cobra entre 12% e 27% dependendo do plano (Básico, Entrega ou Entrega + Visibilidade), o Uber Eats opera entre 15% e 30%, e o Rappi pode chegar a 30%. Quando o lojista adiciona impulsionamento e anúncios dentro da plataforma — quase obrigatórios para ter visibilidade — o custo total ultrapassa 35% do valor do pedido.
A Abrasel já anunciou que vai continuar pressionando por uma emenda ou nova legislação para incluir o teto de 15%. Mas, com o Congresso em fim de ciclo e os apps articulados contra, ninguém aposta em uma solução rápida. Para o lojista, esperar virou luxo.
A migração silenciosa: por que tantos restaurantes estão saindo dos apps
A proibição de exclusividade abriu uma porta que muitos lojistas já estão atravessando. Sem o medo de retaliação contratual, restaurantes passaram a operar simultaneamente em múltiplas plataformas — e, principalmente, a investir em canais próprios de venda.
O movimento não é só sobre fugir da comissão. É sobre recuperar três coisas que os grandes apps tiraram do lojista ao longo dos anos: a relação direta com o cliente, o controle sobre a marca e o caixa que entra no mesmo dia da venda. Em um app tradicional, o cliente é da plataforma, não do restaurante. O lojista paga para aparecer, paga comissão para vender e ainda espera de 14 a 30 dias para receber.
Os números refletem essa frustração acumulada. Levantamentos publicados em portais especializados no setor, como o Goomer e o blog da Anota AI, indicam que restaurantes que estruturaram canal próprio de delivery em 2024 conseguiram aumentos de margem entre 20% e 30% em comparação com a operação 100% via apps. A conta é simples: o que antes ia para a comissão agora fica no caixa.
Como funciona o delivery direto na prática
"Delivery direto" não significa criar um aplicativo do zero — isso seria inviável para a maioria dos lojistas. Significa montar um caminho de venda em que o cliente faça o pedido sem intermediário cobrando comissão sobre o ticket. Hoje, esse caminho tem três pernas principais:
- WhatsApp Business com catálogo e pagamento integrado. É a porta de entrada mais barata. O cliente vê o cardápio, escolhe, paga e a loja recebe. Sem comissão, sem fila de repasse.
- Cardápio digital com link próprio. Plataformas de cardápio digital permitem que o lojista tenha um endereço web só seu, com pedido e pagamento dentro do mesmo fluxo.
- Marketplaces com comissão zero ou baixa. É aqui que o Trend SuperApp entra: o lojista mantém visibilidade de marketplace (clientes novos chegando), mas sem pagar comissão sobre cada venda e com repasse no mesmo dia (D0).
A combinação dessas três pernas é o que reduz dependência. O lojista não troca um intermediário caro por outro — ele distribui as vendas em canais com custos diferentes e mantém o cliente cativo no canal próprio.
O que isso significa para o seu negócio
Se sua loja hoje fatura, digamos, R$ 50 mil por mês no iFood com comissão média de 23%, são R$ 11.500 saindo da margem todo mês só em taxa. Migrar 30% desse volume para canais próprios e marketplaces sem comissão devolve cerca de R$ 3.450 ao caixa — todo mês, todo ano. É salário de funcionário, é reforma do salão, é capital de giro.
Três ações concretas para começar ainda este mês:
- Configure seu WhatsApp Business com catálogo e link de pagamento. Em uma tarde você tem um canal direto rodando. Comece avisando os clientes recorrentes que pedem pelo app — muitos vão preferir o caminho direto se houver algum incentivo (frete grátis, brinde, desconto).
- Cadastre sua loja em um marketplace sem comissão. O Trend SuperApp foi desenhado exatamente para esse momento do mercado: 0% de comissão, repasse D0 e logística integrada. Você mantém o ganho de visibilidade do marketplace sem o custo que come a margem.
- Meça o canal de origem de cada pedido. Sem dado, você não sabe o que ajustar. Saber que 40% das vendas vêm de um canal que custa 25% e 30% vêm de outro que custa 0% muda completamente onde você investe energia.
Conclusão
A regulamentação chegou, mas o teto de comissão ficou de fora — e a Abrasel já avisou que a briga continua. Enquanto isso, lojistas que não esperaram estão recuperando margem, controle e relação direta com o cliente. O delivery direto deixou de ser uma alternativa de nicho e virou estratégia de sobrevivência para quem quer crescer em 2026 sem entregar um terço do faturamento para o intermediário.
Cadastre sua loja no Trend SuperApp agora e venda com 0% de comissão e repasse no mesmo dia.
