Introdução
Se você abrir o app de delivery agora e somar o que gastou nos últimos 30 dias, é provável que o número te surpreenda. Não pelos centavos — mas pela quantidade de pedidos que você nem lembrava ter feito.
Em 2025, o Brasil deve movimentar entre R$ 85 e R$ 90 bilhões em delivery online, segundo dados da Statista, consolidando o país como o terceiro maior mercado de food delivery do mundo, atrás apenas de China e Estados Unidos. E não é um mercado dominado por elite: pesquisa da CNDL/SPC Brasil aponta que 74% dos brasileiros conectados pediram comida por aplicativo no último mês.
A questão é: quanto isso custa, na prática? Quanto a sua geração, sua faixa de renda e sua cidade gastam, em média, por mês? E como esse hábito se compara com comer fora ou cozinhar em casa, agora que a inflação dos alimentos voltou a apertar? Os dados de 2025 traçam uma radiografia bem mais nítida — e útil — do que o simples "ah, eu peço bastante".
O ticket médio: o número que ninguém te conta
O pedido médio de delivery no Brasil em 2025 fica entre R$ 45 e R$ 65, segundo levantamentos da Abrasel cruzados com dados de operadoras. Pode parecer pouco isoladamente — mas o cálculo muda quando você multiplica pela frequência real.
A pesquisa da Abrasel mostra que 62% dos usuários de delivery pedem pelo menos uma vez por semana, e 28% pedem três vezes ou mais por semana. Esse último grupo, concentrado em pessoas de 25 a 34 anos morando em capitais, gasta facilmente entre R$ 540 e R$ 780 por mês apenas em entregas.
O usuário "casual" — aquele que pede de 4 a 6 vezes no mês — fica numa faixa de R$ 180 a R$ 390 mensais, segundo cruzamento de dados Kantar/Worldpanel. É menos do que o usuário frequente, mas ainda assim representa uma fatia relevante do orçamento alimentar.
E o jantar é, disparado, a refeição mais pedida: 47% dos pedidos acontecem à noite, contra 36% no almoço e 17% em lanches da tarde ou madrugada, segundo o iFood Trends.
Como o gasto muda por idade, renda e região
Não existe "consumidor brasileiro de delivery" — existem vários, com comportamentos muito distintos. A radiografia detalhada fica assim:
| Perfil | Frequência | Gasto mensal médio | Categoria mais pedida |
|---|---|---|---|
| Classe A/B, 25–40 anos, capital | 4–6x/semana | R$ 600–1.200+ | Japonês, hambúrguer gourmet, saudável |
| Classe B/C, 25–40 anos, capital | 2–4x/semana | R$ 280–560 | Pizza, hambúrguer, PF |
| Classe C, 18–30 anos, interior | 1–2x/semana | R$ 120–240 | PF, lanche, pizza |
| Classe C/D, 35–55 anos | 2–4x/mês | R$ 80–160 | Salgado, lanche rápido |
| 55+ anos | 1–3x/mês | R$ 60–180 | Comida caseira, PF |
Fontes: Abrasel (2024), CNDL/SPC (2023), Kantar Worldpanel (2024), iFood Insights (2024)
O dado mais revelador está na primeira linha: o jovem profissional de capital, com renda acima de 3 salários mínimos, pode gastar mais de R$ 1.000 por mês só em delivery. Pesquisas de comportamento indicam que, nesse perfil, o delivery chega a representar 8% a 12% da renda líquida. É uma fatia relevante — comparável ao gasto com transporte ou contas de casa.
Já no interior e nas classes C/D, o delivery aparece como item ocasional, mais próximo do antigo "pedir uma pizza no fim de semana". A diferença regional importa: enquanto capitais como São Paulo e Rio têm penetração próxima a 50% da população urbana, cidades médias do Norte e Nordeste ainda crescem em ritmo acelerado, com expansão de dois dígitos ao ano.
Delivery, restaurante ou cozinhar em casa: o comparativo real
Aqui é onde o jogo fica interessante. Quando você compara o custo por refeição em cada modalidade, a diferença é grande:
| Cenário | Custo por refeição | Custo mensal (1 refeição/dia útil) |
|---|---|---|
| Cozinhar em casa | R$ 8–15 | R$ 160–300 |
| Marmitaria / PF local | R$ 18–30 | R$ 360–600 |
| Delivery por app | R$ 35–65 | R$ 700–1.300 |
| Restaurante físico | R$ 40–80 | R$ 800–1.600 |
Cozinhar em casa segue sendo de 3 a 5 vezes mais barato que pedir delivery. Mas a comparação não é só de preço — é de tempo. Para quem trabalha 8 a 10 horas, mora em cidade grande e perde mais uma hora no transporte, o custo de oportunidade do tempo gasto cozinhando é real.
O detalhe que muda a conta em 2025: a inflação. O IPCA de janeiro registrou alta acumulada de 7,1% no grupo alimentação e bebidas em 12 meses, com alimentação fora do domicílio subindo 7,4%. Ou seja, o delivery está ficando mais caro num ritmo até maior do que o supermercado. Isso pressiona o consumidor a repensar — não a deixar de pedir, mas a pedir melhor.
Por que o ticket médio não para de subir
Parte da inflação do delivery vem do óbvio: ingredientes mais caros, energia mais cara, embalagens mais caras. Mas há um componente menos discutido: a comissão das plataformas.
Os grandes apps de delivery cobram entre 25% e 30% de comissão sobre cada pedido do restaurante. Para o lojista, esse custo é incontornável — então, na prática, ele é embutido no preço do cardápio. O hambúrguer que custaria R$ 35 no balcão sai por R$ 45 no app. A diferença não vai para o restaurante nem para o entregador: vai para a plataforma.
É nesse ponto que modelos alternativos começam a ganhar tração. O Trend SuperApp, por exemplo, opera sem cobrar comissão dos restaurantes parceiros — o que permite que o cardápio chegue ao consumidor com preço mais próximo do real, sem o "imposto invisível" da plataforma. É o tipo de movimento que tende a se intensificar à medida que o consumidor começa a comparar preço de cardápio entre apps e perceber que pedir do mesmo restaurante em plataformas diferentes pode ter diferenças de 15% a 20% no valor final.
O que isso significa para o seu bolso
Três conclusões práticas que valem para qualquer perfil de usuário:
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Faça a conta real. Some os pedidos do mês. Se o número estiver acima de 8% da sua renda líquida, é hora de revisar a frequência ou o ticket médio dos pedidos.
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Compare o cardápio entre apps. O mesmo restaurante pode aparecer com preços diferentes em plataformas diferentes — e a diferença costuma vir da comissão embutida. Vale checar antes de finalizar.
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Diferencie conveniência de hábito. Pedir delivery porque você está exausto é uma coisa. Pedir porque virou automático é outra. A primeira é decisão consciente; a segunda é onde o orçamento vaza sem você perceber.
Conclusão
Gastar com delivery em 2025 não é mais sinal de extravagância — é parte da rotina alimentar de mais de 70% dos brasileiros conectados. O problema não é pedir; é pedir sem perceber para onde está indo o dinheiro. Com a inflação alimentar acima de 7% e o ticket médio dos apps subindo junto, escolher onde e como pedir virou decisão de orçamento.
Se você quer continuar pedindo sem pagar a "taxa invisível" das plataformas tradicionais, vale conhecer alternativas que repensam o modelo desde o início. Baixe o Trend SuperApp e descubra restaurantes locais com preços mais próximos do real — sem comissão abusiva embutida no seu pedido.
