Pedido direto vs. iFood: por que o mesmo prato custa mais no app

O mesmo hambúrguer que custa R$ 40 no balcão pode aparecer por R$ 56 no iFood — e não é coincidência. Entenda por que o canal direto do restaurante quase sempre sai mais barato e quanto você pode economizar por mês.

Introdução

Você já reparou que o mesmo prato, do mesmo restaurante, tem preços diferentes dependendo de onde você pede? Não é impressão sua. Uma pesquisa setorial da Abrasel aponta que cerca de 70% dos restaurantes brasileiros praticam preços maiores no cardápio digital das plataformas do que no balcão ou no canal direto. A diferença pode chegar a 40% em alguns casos.

Some isso à taxa de entrega — que nas capitais varia entre R$ 5 e R$ 15 por pedido no iFood, podendo passar de R$ 20 em horários de pico — e a conta começa a pesar. Para o consumidor que faz 4 pedidos por mês (próximo à média brasileira), pedir sempre pelo marketplace pode custar R$ 60 a R$ 120 a mais do que pedir direto.

Neste artigo, você vai entender por que essa diferença existe, como identificá-la, e quando vale a pena trocar o marketplace pelo app do próprio restaurante.

Por que o mesmo prato custa mais no iFood

A resposta está em uma palavra: comissão. Plataformas de delivery como o iFood cobram do restaurante uma comissão que varia entre 12% e 30% sobre cada pedido, dependendo do plano contratado. O plano básico fica em torno de 12% mais taxa de entrega gerenciada pela plataforma; planos com maior visibilidade — destaque na busca, banners, "patrocinados" — chegam a 27% ou 30%.

Faça a conta com um exemplo simples: você pede um prato de R$ 40. Se o restaurante está em um plano de 27% de comissão, sobram R$ 29,20 para cobrir ingredientes, embalagem, gás, funcionários, aluguel e impostos. A margem operacional média do setor de food service no Brasil já é apertada — segundo a Abrasel, gira em torno de 8% a 10% em condições normais. Não há espaço para absorver 27% de comissão sem reajustar o preço.

A solução que a maioria dos restaurantes encontrou é manter dois cardápios: um para o balcão e o canal direto, com preço real, e outro para as plataformas, com markup de 15% a 30% para cobrir a comissão. O consumidor que não sabe disso paga a diferença sem perceber.

Quanto custa cada canal na prática

A tabela abaixo mostra o que acontece com um pedido de R$ 50 em cada canal, considerando médias do mercado brasileiro:

Indicador Via iFood Via app/canal direto
Preço do prato (base R$ 40) R$ 44 a R$ 56 R$ 40
Taxa de entrega média (capital) R$ 5 a R$ 15 R$ 0 a R$ 8
Total pago pelo consumidor R$ 49 a R$ 71 R$ 40 a R$ 48
Tempo médio de entrega 35 a 50 min 25 a 40 min
Programa de fidelidade iFood Points (genérico) Personalizado por restaurante

Valores ilustrativos baseados em médias de mercado. Variam por restaurante, região e plano contratado.

Repare que a economia não está só no preço do prato. A taxa de entrega no canal direto costuma ser menor porque o restaurante negocia diretamente com motoboys autônomos ou usa entregadores próprios — sem o intermediário cobrando margem em cima do frete. E o tempo de entrega tende a ser mais rápido porque o pedido vai direto para a cozinha, sem passar pela fila do app.

A diferença que ninguém te conta sobre fidelidade

Aqui entra um ponto que poucos consumidores levam em conta: promoções no canal direto costumam ser melhores. Quando o restaurante economiza 27% de comissão, ele tem margem para oferecer cupom de desconto, frete grátis acima de determinado valor, brinde no aniversário, programa de pontos próprio. No marketplace, as promoções existem — mas geralmente são campanhas da própria plataforma, custeadas em parte pelo lojista, com regras genéricas.

É por isso que apps como o Trend SuperApp têm crescido como alternativa: um marketplace de delivery com restaurantes locais que opera com 0% de comissão para o lojista, o que elimina a necessidade de inflar o preço no cardápio digital. O resultado prático para o consumidor é o mesmo preço do balcão — com a conveniência do pedido pelo celular e entrega na porta.

O que está mudando no mundo (e ainda não chegou aqui)

O debate sobre comissões abusivas em plataformas de delivery não é só brasileiro. Cidades como Nova York e São Francisco aprovaram leis que limitam a comissão das plataformas em 15% durante e após a pandemia — uma resposta direta à pressão de pequenos restaurantes que viam suas margens evaporarem.

No Brasil, propostas semelhantes já circulam no Congresso, mas ainda sem lei federal aprovada. Enquanto isso, cabe ao consumidor — e ao próprio lojista — buscar canais alternativos que ofereçam uma relação mais justa.

O que isso significa para o seu bolso

Se você pede delivery com alguma frequência, vale incorporar três hábitos simples:

  1. Compare antes de pedir. Abra o iFood e o site/app do restaurante lado a lado. A diferença de preço aparece em segundos — e muitas vezes surpreende.
  2. Procure apps alternativos na sua cidade. Marketplaces que cobram menos (ou nada) do lojista repassam preço justo ao consumidor. O Trend SuperApp, por exemplo, opera com mais de 100 lojistas parceiros sem cobrar comissão por pedido.
  3. Cadastre-se no programa de fidelidade do restaurante favorito. É no canal direto que estão os melhores cupons, o frete grátis recorrente e as promoções de aniversário.

Em 4 pedidos por mês, mudar de canal pode representar uma economia de R$ 60 a R$ 120 mensais — entre R$ 720 e R$ 1.440 por ano. Não é pouco.

Conclusão

A conveniência do delivery por aplicativo virou hábito no Brasil — e não há volta. Mas pagar 30% a mais pelo mesmo prato, sem saber, é um custo invisível que vale a pena enxergar. O canal direto do restaurante quase sempre é mais barato, mais rápido e oferece melhores promoções. Basta saber que ele existe.

Quer testar a diferença na prática? Conheça o Trend SuperApp — o app de delivery com restaurantes locais e sem taxas abusivas. Mesmo preço do balcão, entrega na sua porta.

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